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Sugestões para o fim-de-semana #1

por Alexandra, em 16.05.14

1. Para os fãs de livros de bolso, promoção da Fnac aqui, com oferta de um saco de pano na compra de dois livros.

 

2. Descoberta musical da semana: Capitão Fausto. Para ouvir estas duas do álbum "Gazela": aqui e aqui.

 

3. Para ir ver ao cinema: Godzilla.

 

 

 

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publicado às 09:55

Livros lidos #4

por Alexandra, em 04.05.14

 

A Harpa de Ervas é narrada pelo protagonista da história, Collin Fenwick, de 11 anos, que após a morte da sua mãe foi viver com as irmãs Talbo, Dolly e Verena. Verena é quem trata dos negócios da família Talbo, enquanto Dolly e a sua grande amiga Catherine estão responsáveis pela lida da casa. Dolly dedica-se sobretudo à preparação e comercialização de uma receita para a hidropisia, que lhe foi confiada por uma cigana. Vendo que a receita secreta de Dolly, vendida em pequena escala, é uma potencial fonte de rendimentos, Verena, juntamente com um médico ambicioso, tratam de industrializar a sua produção, pretendendo também patentear a mesma. Dolly não está disposta a dar a sua receita a ninguém, gerando-se um conflito entre as duas irmãs, que resulta na partida de Dolly, Catherine e Collin da mansão dos Talbo para a casa da árvore que os três conhecem. A história desenrola-se a partir deste evento, dando-nos a conhecer várias personalidades da cidade e a sua posição em relação a este conflito, sempre pelo olhar de Collin.

 

Trata-se do terceiro romance de Truman Capote, originalmente publicado em 1951, baseando-se em memórias da sua infância. É um livro envolvente, muito bem escrito, que se lê num ápice e que me deixou ainda mais curiosa em relação à sua obra mais conhecida: A Sangue Frio, que pretendo ler em breve.

 

Quatro em cinco.

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publicado às 17:46

Livros lidos #3

por Alexandra, em 29.04.14



A Jangada de Pedra relata a separação da Península Ibérica do continente europeu, começando esta a navegar pelo Oceano Atlântico em direcção aos Açores. Uma série de acontecimentos sobrenaturais coincidiram com a separação da península, depois ilha, e cada um destes eventos ocorre aos diferentes personagens deste livro, que acabam por se reunir todos devido ao factor comum que apresentam entre si: os acontecimentos sobrenaturais coincidentes com a ruptura geológica a eles associados.

O livro descreve a jornada dos personagens pela Península Ibérica, a situação social, económica e política vivida em Portugal e Espanha, bem como a reacção do resto do mundo face ao estranho acontecimento. Saramago descreve com a sua habitual mestria, sentido crítico e ironia toda a situação que se vive naquele momento, de vários pontos de vista, mas confesso que, no final, me soube a pouco. Não é o meu livro preferido do autor, embora tenho gostado bastante do livro em geral (o que pode parecer um pouco contraditório, admito, mas que penso que é típico dos fãs de Saramago). Achei algumas das relações entre os personagens um pouco estranhas e considero que o final do livro é demasiado abrupto, embora já devesse estar habituada, sendo o sétimo livro que leio de Saramago. No final, os aspectos menos bons do livro são compensados pelos incomparáveis momentos geniais de Saramago.


Quatro em cinco.

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publicado às 22:43

WishList #2

por Alexandra, em 29.04.14



A publicar dia 9 de Maio pela Porto Editora, "Lanzarote - A Janela de Saramago" reúne fotografias de João Francisco Vilhena que jogam em harmonia com os textos de José Saramago, presentes nos Cadernos de Lanzarote, sobre a terra, a paisagem, a vida: no fundo, reflexões de Saramago sobre os temas que o marcavam.


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publicado às 13:43

O que estou a ler e a ouvir #4

por Alexandra, em 28.04.14


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publicado às 19:13

Porque para além de ler os livros que escrevem, há também que saber mais sobre eles. A ver se consigo fazer isto mensalmente. Aqui fica a primeira tentativa: Julio Cortázar, um escritor que ainda não tive o prazer de ler, mas que quero muito descobrir.

 

Julio Cortázar

 

O escritor argentino nasceu em 1914, em Bruxelas, e mudou-se para a Argentina aos quatro anos, depois do final da primeira Guerra Mundial. Cresceu em Banfield, uma cidade perto de Buenos Aires e, em criança, passou muito tempo de cama, doente, lendo livros seleccionados pela mãe, considerando-se, por isso, que a mãe de Cortázar foi determinante no seu interesse pela literatura. Formou-se Professor de Letras em 1935 e, em 1938, editou um livro de poemas sob o pseudónimo “Julio Denis”. Um dos seus primeiros contos foi publicado em 1946, numa revista editada por Jorge Luís Borges.

Em 1951, devido às suas divergências com a ditadura vigente na Argentina, mudou-se para Paris, continuando a visitar a Argentina regularmente, até ser exilado no início dos anos 70. Em Paris, surgiu a possibilidade de Cortázar traduzir toda a obra em prosa de Edgar Allan Poe. Esta foi considerada a melhor tradução de Edgar Allan Poe em espanhol. Para além de Poe, Defoe e Marguerite Yournecar foram também traduzidos por Cortázar. Em Paris, trabalhou também como tradutor e intérprete para a UNESCO e outras organizações. Em 1963, o seu segundo romance, “O Jogo do Mundo”, marcou em definitivo o nome de Julio Cortázar na literatura.

Em 1970, viajou até ao Chile, onde se solidarizou com o governo de Salvador Allende e, em 1971, foi “excomungado”, juntamente com outros escritores, por Fidel Castro, por ter pedido informações sobre o desaparecimento do poeta Heberto Padilla. Apesar deste acontecimento, continuou a acompanhar com grande interesse a situação política da América Latina. Em 1974, esteve reunido em Roma, como membro do Tribunal Bertrand Russel II, para examinar a situação política na América Latina, em particular as violações dos Direitos Humanos. Em 1976, viajou para a Costa Rica, tendo feito uma viagem clandestina até Solentiname, na Nicarágua, que se encontrava também sob um regime ditatorial violento.

Em 1983, a democracia voltou à Argentina e Cortázar fez uma última viagem ao seu país, tendo sido recebido calorosamente pelos seus admiradores, que o abordavam constantemente na rua, apesar da indiferença demonstrada pelas autoridades nacionais. Depois de visitar todos os seus amigos, voltou a Paris, sendo-lhe outorgada a nacionalidade francesa.

Cortázar faleceu de leucemia, com 69 anos, em Fevereiro de 1984. A sua vasta obra inclui poesia, romances e volumes de contos. Em português encontram-se publicados “O Jogo do Mundo - Rayuela”, “A volta ao dia em 80 Mundos”, “Papéis Inesperados” e “Gostamos tanto de Glenda”, pela editora Cavalo de Ferro, que prosseguirá com a publicação da obra deste autor.

Apesar de Cortázar ser mais conhecido como um mestre moderno do conto – foram os seus contos que declararam directamente o seu fascínio pelo fantástico –, os seus quatro romances mostraram-se inovadores na sua forma, enquanto, ao mesmo tempo, Cortázar explorava questões básicas sobre o Homem na Sociedade.

 

Comprei muito recentemente A volta ao dia em 80 mundos, uma colectânea de textos literários que abrange o conto, a poesia, o ensaio, o comentário humorístico e autobiográfico, e que tratam temas tão variados como o boxe, a política, técnicas culinárias, sadismo, Paris, entre outros, tudo alternado com ilustrações e fotografias escolhidas pelo próprio autor. Depois de o ler deixo por cá a minha opinião.

 

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publicado às 10:01

WishList #1

por Alexandra, em 26.04.14


Esta edição de capa dura inclui todo o trabalho poético do autor de 1974 a 2011, e estou a planear comprá-la na Feira do Livro de Lisboa, a metade do preço.

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publicado às 23:01

Dia Mundial do Livro

por Alexandra, em 23.04.14

O Dia Mundial do Livro serviu para aproveitar o desconto de 50% da Fnac em mais de 1000 livros. Sendo assim, vêm a caminho da minha casa estes exemplares. Gastei mais do que o suposto, está claro, mas tinha mesmo de ser, e assim já não vou (posso) gastar tanto na Feira do Livro de Lisboa, que começa no dia 29 de Maio. Claro que até lá me vou esquecer que gastei uma obscenidade em livros este mês, mas afinal, livros nunca são de mais, não é verdade?

 

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publicado às 23:11

O que estou a ler e a ouvir #3

por Alexandra, em 13.04.14

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publicado às 19:31

Livros lidos #2

por Alexandra, em 09.04.14

A leitura deste fim-de-semana (para mim) prolongado foi esta.

 

 

Este ano vou apostar na poesia e pareceu-me boa ideia ler os poemas escolhidos de 2013. Gostei muito de alguns autores, de outros nem por isso, mas já deu para ficar com uma ideia de onde vou apostar. Aqui ficam os meus preferidos:

Adília Lopes, Golgona Anghel, Hélia Correia, Inês Dias, José Tolentino Mendonça, Manuel de Freitas, Nunes da Rocha, Rosa Maria Martelo, Rui Nunes.

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publicado às 21:57


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