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A primeira leitura de 2014

por Alexandra, em 18.01.14

 

O primeiro capítulo de A Morte de Ivan Iliitch anuncia-nos que Ivan está morto, desenrolando-se a partir daí uma descrição da sua vida até ao momento em que este é confrontado com a doença. A partir daqui, são-nos apresentadas as dúvidas e o desespero deste homem que, apesar da esperança e da vontade que tem em permanecer vivo, sente que caminha a passos largos para a morte e que ninguém (da sua família) parece estar importado com isso. Opondo-se a todo este sofrimento, surge Guerássin, que o compreendia, que não fingia que tudo estava bem e que o ajudava de forma simples e bondosa.

 

O posfácio da Validimir Nabokov é surpreendente, conseguiu fazer-me apreciar o livro de outro ponto de vista e, assim, ganhar mais admiração por Lev Tolstói.

 

Ao ler testes escritos por estudantes desencaminhados, de ambos os sexos, sobre este ou aquele autor, já me deparei muitas vezes com frases - provavelmente lembranças de anos mais antigos de escolaridade - como "o estilo dele é simples" ou "o estilo dele é claro e simples" ou "o estilo dele é bonito e simples" ou "o estilo dele é bastante bonito e simples". Mas lembrem-se de que a "simplicidade" é oca. Nenhum grande escritor é simples. O jornal é simples. O jornalês é simples. Upton Lewis é simples. A mamã é simples. Os resumos são simples. A porcaria é simples. Mas os Tolstóis e os Melvilles não são simples.

 

Vladimir Nabokov

 

 

Não sendo um livro extraordinário, 4 em 5.

 

 

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publicado às 14:17


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