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Ler, ler, ler #1

por Alexandra, em 09.04.14

Revistas a não perder: Estante. Foi anunciada pela Fnac esta quarta-feira e conta com a colaboração de Valter Hugo Mãe, que vai assinar o editorial do primeiro número da revista. Tem como tema a comemoração dos 800 anos da língua portuguesa e como primeira grande entrevista José Tolentino Mendonça. Como se já não bastassem razões para a lermos, a revista encontra-se dividida de forma absolutamente maravilhosa: a vírgula (introdução, breves, etc), os parênteses (grande entrevista e temas de fundo), a reticência (novidades do mundo dos livros) e o ponto de interrogação (secção infantil).

 

O único senão: ser trimestral.

publicado às 21:42

Shelfie

por Alexandra, em 09.04.14

Aqui fica a minha shelfie, uma proposta da Spectator, que descobri através da LER e que está em destaque nos Blogs do Sapo.

 

publicado às 21:14

O que estou a ler e a ouvir #2

por Alexandra, em 31.03.14

publicado às 22:52

Livros lidos #1

por Alexandra, em 31.03.14

Recorrendo ao Goodreads, meu fiel companheiro, posso dizer que, a seguir ao A Morte de Ivan Illitch (Lev Tolstoi), Ham On Rye - Pão Com Fiambre (Charles Bukowski) e Quinto Livro de Crónicas (António Lobo Antunes), já li mais três livros este ano e um livro/poema: O Retorno (Dulce Maria Cardoso), O Duelo (Anton Tchékhov), O Colar (Sophia de Mello Breyner Andresen) e Tabacaria (Álvaro de Campos).

 

Resumindo: recomendo vivamente o livro de crónicas do António Lobo Antunes para primeira abordagem ao autor, foi o meu primeiro do senhor, gostei muito, não sei bem o que ler a seguir dele, aguardo pela recomendação do senhor meu namorado, que calha ser o gerente da livraria mais antiga do mundo, há que confiar, portanto, mas provavelmente já não será em 2014. Depois de ter oferecido O Retorno ao senhor referido anteriormente, não, não foi ao Lobo Antunes, ele lá me convenceu a lê-lo também. É muito, muito bom, principalmente para quem gostou de livros como o Ham On Rye e o À Espera no Centeio. Cinco estrelas para ambos.

 

Quanto ao O Duelo de Tchékhov, quase me fez acreditar que não haveria duelo nenhum, mas que despautério vem a ser isto?, mais de metade do livro e nada de duelo, eu que pensei que o livro inteiro seria o duelo, mas não. É engraçado, tem passagens muito boas, tem um final bonito e às vezes basta isso para um livro nos arrancar quatro estrelas da mão. Quatro estrelas foi também o que me arrancou das mãos a Sophia, com a sua peça de teatro, leve e bonita, a fazer lembrar o Verão, que li numa tarde de sol no Chiado, rodeada de estantes de livros.

 

E, por fim, lido ontem, a Tabacaria de Álvaro de Campos, o meu preferido dos heterónimos, que é tão bom que tenho de lê-lo mais uma vez, e outra, e outra. Cinco estrelas, que é como quem diz, seis.

publicado às 22:12

O que estou a ler e a ouvir #1

por Alexandra, em 06.02.14

publicado às 21:45

Ham On Rye - Charles Bukowski

por Alexandra, em 06.02.14

 

O segundo livro que li este ano foi Ham On Rye - Pão Com Fiambre, de Charles Bukowski, considerado um romance semi-biográfico no qual o autor descreve a sua juventude. O narrador deste romance, alter-ego de Bukowski - Henry Chinaski, relata-nos a sua vinda (da Alemanha) para os Estados Unidos da América e a sua adaptação a este país e à escola, bem como os maus tratos que sofre por parte do pai. Não sendo propriamente um ser sociável, Henry refugia-se, inicialmente, nos livros, indo frequentemente a uma biblioteca pública, dando-nos a conhecer os seus autores e livros favoritos.

 

Os relatos de Chinasky são feitos de forma crua, porém bastante divertida, fazendo com que o leitor sinta uma empatia praticamente imediata com este. No entanto, as suas atitudes deixam-nos, frequentemente, com os nervos em franja. No meu caso, a sua dependência do álcool e as atitudes que daí surgiram desiludiram-me bastante, sobretudo na parte final do livro.

 

Foi o primeiro livro que li do autor e adorei. O próximo que pretendo ler de Charles Bukowski é: Correios, baseado na sua experiência como empregado dos Serviços Postais dos Estados Unidos.

 

Cinco em cinco, portanto.

publicado às 21:01

A primeira leitura de 2014

por Alexandra, em 18.01.14

 

O primeiro capítulo de A Morte de Ivan Iliitch anuncia-nos que Ivan está morto, desenrolando-se a partir daí uma descrição da sua vida até ao momento em que este é confrontado com a doença. A partir daqui, são-nos apresentadas as dúvidas e o desespero deste homem que, apesar da esperança e da vontade que tem em permanecer vivo, sente que caminha a passos largos para a morte e que ninguém (da sua família) parece estar importado com isso. Opondo-se a todo este sofrimento, surge Guerássin, que o compreendia, que não fingia que tudo estava bem e que o ajudava de forma simples e bondosa.

 

O posfácio da Validimir Nabokov é surpreendente, conseguiu fazer-me apreciar o livro de outro ponto de vista e, assim, ganhar mais admiração por Lev Tolstói.

 

Ao ler testes escritos por estudantes desencaminhados, de ambos os sexos, sobre este ou aquele autor, já me deparei muitas vezes com frases - provavelmente lembranças de anos mais antigos de escolaridade - como "o estilo dele é simples" ou "o estilo dele é claro e simples" ou "o estilo dele é bonito e simples" ou "o estilo dele é bastante bonito e simples". Mas lembrem-se de que a "simplicidade" é oca. Nenhum grande escritor é simples. O jornal é simples. O jornalês é simples. Upton Lewis é simples. A mamã é simples. Os resumos são simples. A porcaria é simples. Mas os Tolstóis e os Melvilles não são simples.

 

Vladimir Nabokov

 

 

Não sendo um livro extraordinário, 4 em 5.

 

 

publicado às 14:17


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